||| Era uma vez um jardineiro. Ele era novo, inteligente, cheio de ideiais, sonhos e assim, foi vivendo e conhecendo a vida. O que tinha de bom e d ruim. Chegou o dia em que ele conheceu uma tulipa e se apaixonou perdidamente pela flor. Comprou-a e levou pra casa. Verdejante, bonita, ele sabia que ali, tratando com carinho, cuidando, ela floreceria. A muito custo por fim chegou a hora em que o broto da flor do amor surgiu. Encantado, o jardineiro esperou, esperou e esperou, até que sua flor tomou, cor, forma e odor. Linda! Perfeita, singela e elegante. O jardineiro não cabia em si de tão feliz por ter sua flor ali, vermelha, apaixonado, diante do amor em si.
Só que ele não contava com o ciclo da flor que, nasce, floresce, murcha e morre. E morrer realmente, além de ser uma palavra forte e ser uma representande de perda foi o que o jardineiro sentiu. Fraca, o jardineiro teve somente tempo de lhe tirar o bulbo antes da tulipa partir. A dor da perda é inimaginável. O jardineiro, então, seguindo orientações, guardou o bulbo da tulipa no freezer onde deveria ficar por 6 meses antes de ser replantada novamente. Por lá ficou anos sem fim. Caiu no esquecimento. O que não quer dizer q esquecer é algo ruim, as vezes é bom. Mas o jardineiro caiu na vaga tentação de replantar seu bulbo e rever a felicidade ali estampada representada pela flor. Que pena foi ele descobrir que o bulbo estava congelado, frio e morto. Aquela flor jamais ele veria novamente.
Agora ele não sabe que joga o bulbo fora, se o guarda novamente.... Jogar fora pode estar jogando fora a oportunidade de rever aquela linda flor diante dele. Se guardar ele pode esperar eternamente por algo que nunca mais virá a brotar.
Ah, se as tulipas falassem....
Vc pode perguntar pq q ele não tenta enxergar a felicidade em outra flor? O Jardineiro tentou... Viu margaridas, lírios, rosas, violetas, jasmins, damas da noites e as mais variadas flores, mas sempre lhe faltava algo, um plin, que o despertasse.... Talvez o pensamento preso lá no bulbo congelado não o fizesse enxergar realmente as outras flores. Acredito que, se ele continuar a ver as mais diversas e belas flores, tendo jogado o bulbo fora (e todos os pensamentos que o prendiam a ele) e aceitar que dali não brotará mais nada, talvez as outras flores o façam feliz, muito feliz!
Fim.

0 comentários: